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29 de mai. de 2026

ESSA É A PARTE DA HISTÓRIA QUE OS FILMES, SÉRIES E MÍDIA NÃO VÃO TE CONTAR.

       Crianças de Goiania vítimas do Césio-137 foram levadas a Cuba para tratamento após o acidente


    Carmen Diniz*

        Uma produção real, bem feita e bem dirigida, o seriado com 5 episódios da Netflix chamado Emergência Radioativa traz uma história dramática, um acidente evitável assim como as consequências terríveis do descaso coletivo. Até hoje é lembrado como o que foi na realidade: o pior acidente radioativo da história fora de uma instalação nuclear. 

     Em 1987, dois moradores da cidade de Goiânia retiraram de uma clínica radiológica desativada e abandonada há anos um objeto pesado, de chumbo, levando-o a um ferro-velho local. O objeto, um cilindro encontrado dentro de um recipiente de chumbo, começa a vazar um pó azul: o Césio-137, substância altamente contaminante de radioatividade.

     Pessoas encantadas com a cor e o brilho da substância passaram a manipular o pó sem saber o perigo que aquilo representava. Enfim, uma tragédia para os moradores da cidade que, com medo, passaram a discriminar quem tivesse ou não a mais leve suspeita de carregar no corpo o problema. O medo e a insegurança se instauraram no local.

   A história é realmente muito bem contada na série.

   Somente uma parte se suprimiu, infelizmente: a participação do sistema de saúde cubano no caso. Até por uma razão de reconhecimento por parte do nosso país, omitir o atendimento de Cuba se mostra uma falha sem sentido, até porque a série mostra médicos russos no atendimento aos contaminados em Goiânia. Dessa forma, aqui fazemos, por uma questão de justiça e mérito, um adendo importante à série.

                                          

Fidel recebe as crianças em Cuba.

             Um ano antes do acidente no Brasil, aconteceu o maior acidente nuclear mundial na usina de Chernobyl, na Ucrânia em 1986. Muito mais grave – por se tratar de uma explosão em um reator nuclear – Cuba se ofereceu e recebeu mais de 20 mil crianças ucranianas para tratamento na Ilha em 1990. (https://solidariedadecubarj.blogspot.com/search?q=chernobyl ) Sem contar com experiência em radioatividade, trouxe cientistas de outros países para auxiliar nos tratamentos. Assim foi criado um programa de saúde absolutamente gratuito: “um exemplo do que pode fazer um povo que, sem ter grandes riquezas materiais, tem a grande riqueza espiritual de haver-se educado na solidariedade", disse o ministro de Saúde cubano, José Ramón Balaguer na ocasião. Cuba sozinha tratou mais crianças de Chernobyl do que o resto de todos os países do mundo.

    É exatamente com base na solidariedade que dois anos depois, em 1992 na ECO92 realizada no Brasil que o Comandante Fidel Castro, informado da situação em Goiânia, abre novamente as portas de Cuba para receber as vítimas da radiação pelo Césio-137.

 Naquele mesmo ano recebeu um grupo de 50 brasileiros (34 crianças e 16 adultos pais ou responsáveis).

   As crianças foram hospedadas em Tarará, um balneário de praia perto de Havana que tinha sido uma espécie de resort/condomínio à beira mar para turistas endinheirados e que a Revolução Cubana transformou em uma espécie de colônia de férias para os pioneiros (crianças cubanas). Ali as 34 crianças brasileiras se somaram às crianças ucranianas afetadas pelo acidente nuclear de Chernobyl.

                                                       


Durante a estadia, as crianças passaram por uma bateria de exames médicos, incluindo avaliações hematológicas, radiológicas e exames de medula óssea. Ao todo, centenas de procedimentos foram realizados. Além do acompanhamento clínico, os pacientes receberam vacinas, tratamentos odontológicos e intervenções cirúrgicas de menor complexidade. Também houve suporte psicológico, considerado essencial diante dos impactos emocionais causados pelo acidente.

   Sobreviventes relatam que a experiência em Cuba foi marcada por acolhimento e estrutura adequada, contrastando com o cenário vivido no Brasil após o acidente. *

    Em Goiânia, muitas vítimas enfrentaram isolamento social, discriminação e perdas materiais, já que bens contaminados precisaram ser descartados. Estudos da Universidade Federal de Goiás apontam que esses fatores tiveram impacto significativo na saúde mental dos atingidos.

    Já em Cuba, os pacientes participaram de atividades recreativas, passeios e conviveram com outras crianças em tratamento, o que ajudou a reduzir o impacto psicológico. (https://www.novacultura.info/post/2026/04/28/o-amor-de-cuba-abracou-chernobyl )


* https://diariodegoias.com.br/cesio-137-cuba-tratamento-criancas-netflix/529738/

 *Coordenadora do Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba.

16 de dez. de 2025

AINDA SOBRE A VOTAÇÃO DA ONU CONTRA O BLOQUEIO CRIMINOSO. (port/esp)

                         
Carmen Diniz

Prezada Ucrânia,

      Primeiramente desejar o fim do conflito em sua terra, quem sabe com você desistindo deste maldito ingresso na OTAN, base de todo o problema criado, que violou acordo realizado e que só atinge a população: o Ocidente descumpriu a promessa feita após o fim da Guerra Fria (1947-1989) de que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não iria se expandir para o Leste Europeu.

     Se sabe que atualmente você, Ucrânia, suporta uma presidência totalmente reacionária e absolutamente submissa ao governo estadunidense. No Brasil também passamos por isso. Passamos. Passado. Você também vai superar.

     Por isso - e sabendo que países não possuem solidariedade, somente interesses – é que nos dirigimos a você, para, quem sabe, em acordo com as suas leis, se reavalie  sua posição na última Assembleia Geral das Nações Unidas em outubro do presente ano para que tal fato não volte a acontecer. Os países definitivamente não têm sentimentos, mas sim ética e princípios, quase sempre inseridos em suas leis e constituições nacionais.  

    Estamos nos referindo à Resolução 79/7 que pela 33° vez foi apresentada àquela AGNU com o pedido para que se encerre o fim do bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto a Cuba há mais de seis décadas pelos diversos governos estadunidenses.  A quase unanimidade dos países associados tem votado pelo fim desta medida que castiga severamente a população cubana, não havendo nenhum argumento que a mantenha.

    Este ano de 2025 nos surpreendemos com sua mudança de atitude e voto na AGNU e foi bem difícil de aceitar. Explicamos o porquê e já alertamos sobre o principal motivo desta irresignação:

    Em 1986 acompanhamos com dor na alma a tragédia da explosão do reator da Usina Nuclear de Chernobyl. Em 1989 (3 anos depois) a Ucrânia pediu ajuda internacional para as crianças vítimas da tragédia. Cuba foi o único país que respondeu ao pedido e acolheu as crianças. Importante contextualizar que no período em que Cuba decide acolher as vítimas de Chernobyl é o mesmo do início do conhecido Período Especial, época da maior crise econômica enfrentada por Cuba pela queda do bloco socialista em 1989, véspera da dissolução da parceira União Soviética e pelo acirramento do bloqueio instaurado pelo governo estadunidense contra o país. Mesmo assim, o país recebeu mais de 25 mil crianças para tratamento na Ilha. E cuidou. Curou. O governo cubano teve que contar com médicos de diferentes lugares, porque não havia experiência na saúde local sobre radiação e radioatividade. (https://solidariedadecubarj.blogspot.com/2020/10/as-criancas-de-chernobyl.html) +vídeo.

    Relatamos tudo isso aqui porque não há como aceitar que um país como você Ucrânia, tenha esquecido esse episódio tão marcante. Sua submissão ao governo estadunidense tem que ter um limite ! Países têm interesses, verdade, mas existe uma figura política que se chama SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL. E acredite, ela existe e a vemos constantemente funcionando, apesar de muitos países a desconsiderarem. Ou os meios de comunicação não divulgarem.

    Apesar de tais omissões, não há como se ocultar à humanidade a solidariedade internacionalista que Cuba, esse país tão pequeno e com tão poucos recursos naturais que atende tantos outros povos pelo mundo.  

                         

 "Aqui cabem mais crianças, podem vir"

   Prezada Ucrânia, sentimos muito também porque testemunhamos que o governo que sustentou e incitou seu conflito com a Rússia e que a protegia, financiava e armava, se afasta claramente de você e a rechaça radicalmente só permanecendo seu interesse em seus recursos que sim, vão conseguir. Sem nenhum pudor. Dessa forma, nem OTAN, nem "terras raras" vão lhe sobrar. O império decadente de tudo se apropria, demonstrando desprezo pelos demais países. Sentimos muito. E sabemos que há tempo hábil de mudar de rumo.

      É, porém, inevitável lembrar de um grande revolucionário que em uma frase definiu como lidar com essas forças – e que segue sendo absolutamente atual:

“Não se pode confiar no imperialismo, nem um tantinho assim, nada! ”

    Assim sendo, respeitosamente, nos dirigimos a você para que consiga reconhecer o erro cometido e consertar o rumo desta sua política internacional. Que você possa estar junto à maioria dos países que não aceita um bloqueio criminoso que atinge a população cubana de forma avassaladora.  Venha ao bom combate.

     O Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba saúda seu povo e a espera de braços abertos, como o nosso Cristo Redentor.  

                                  VENCEREMOS !!!     

         


Estimada Ucrania:

En primer lugar, deseo que termine el conflicto en tu país, quizá si renuncias a esa maldita adhesión a la OTAN, origen de todo el problema, que violó el acuerdo alcanzado y que solo afecta a la población: Occidente incumplió la promesa hecha tras el fin de la Guerra Fría (1947-1989) de que la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN) no se expandiría hacia Europa del Este.

Es sabido que actualmente Ucrania soporta una presidencia totalmente reaccionaria y absolutamente sumisa al gobierno estadounidense. En Brasil también pasamos por eso. Lo superamos. Es pasado. Ustedes también lo superarán.

    Por eso, y sabiendo que los países no tienen solidaridad, solo intereses, nos dirigimos a ti para que, tal vez, de acuerdo con tus leyes, reevalúes tu posición en la última Asamblea General de las Naciones Unidas en octubre de este año para que tal hecho no vuelva a suceder.

 Los países definitivamente no tienen sentimientos, pero sí ética y principios, casi siempre insertados en sus leyes y constituciones nacionales. Nos referimos a la Resolución 79/7, que por 33ª vez fue presentada a esa AGNU con la solicitud de que se ponga fin al bloqueo económico, financiero y comercial impuesto a Cuba desde hace más de seis décadas por los distintos gobiernos estadounidenses. 

     La casi unanimidad de los países miembros ha votado a favor del fin de esta medida que castiga severamente a la población cubana, sin que haya ningún argumento que la mantenga.

   Este año 2025 nos ha sorprendido su cambio de actitud y voto en la AGNU y ha sido muy difícil de aceptar Explicamos el porqué y ya hemos advertido sobre la principal razón de esta insatisfacción:

En 1986 seguimos con dolor en el alma la tragedia de la explosión del reactor de la central nuclear de Chernóbil. En 1989 (tres años después) Ucrania pidió ayuda internacional para los niños víctimas de la tragedia. Cuba fue el único país que respondió a la petición y acogió a los niños. Es importante contextualizar que el período en el que Cuba decide acoger a las víctimas de Chernóbil es el mismo en el que comienza el conocido Período Especial, época de la mayor crisis económica que enfrentó Cuba por la caída del bloque socialista en 1989, víspera de la disolución de la Unión Soviética y por el recrudecimiento del bloqueo impuesto por el gobierno estadounidense contra el país. Aun así, el país acogió a más de 25 000 niños para que recibieran tratamiento en la isla. Y los cuidó. Los curó. El gobierno cubano tuvo que contar con médicos de diferentes lugares, porque no había experiencia en salud local sobre radiación y radioactividad. (https://solidariedadecubarj.blogspot.com/2020/10/as-criancas-de-chernobyl.html) +vídeo.

Relatamos todo esto aquí porque no podemos aceptar que un país como el suyo, Ucrania, haya olvidado este episodio tan significativo. ¡Su sumisión al gobierno estadounidense tiene que tener un límite! Es cierto que los países tienen intereses, pero existe una figura política que se llama SOLIDARIDAD INTERNACIONAL. Y créanme, existe y la vemos funcionar constantemente, a pesar de que muchos países la descarten. O los medios de comunicación no lo difunden.

A pesar de tales omisiones, no hay forma de se ocultar a la humanidad la solidaridad internacionalista que Cuba, ese país tan pequeño y con tan pocos recursos naturales, brinda a tantos otros pueblos del mundo.

Querida Ucrania, también lo sentimos mucho porque somos testigos de que el gobierno que sostuvo e incitó su conflicto con Rusia y que la protegía, financiaba y armaba, se aleja claramente de ti y te rechaza radicalmente, manteniendo solo su interés en tus recursos, que sí, conseguirán. Sin ningún pudor. De esta manera, ni la OTAN ni las tierras raras le quedarán. El imperio decadente se apropia de todo, mostrando desprecio por los demás países. Lo sentimos mucho. Pero sabemos que aún hay tiempo para cambiar de rumbo.

Sin embargo, es inevitable recordar a un gran revolucionario que definió en una frase cómo lidiar con estas fuerzas, y que sigue siendo absolutamente actual: 

«No se puede confiar en el imperialismo, ni un tantico así, ¡nada! »

Por lo tanto, respetuosamente, nos dirigimos a usted para que reconozca el error cometido y corrija el rumbo de su política internacional. Que pueda estar junto a la mayoría de los países que no aceptan un bloqueo criminal que afecta de manera devastadora a la población cubana. Venga a la buena batalla.

El Comité Carioca de Solidaridad con Cuba saluda a su pueblo y la espera con los brazos abiertos, como nuestro Cristo Redentor.

¡VENCEREMOS!





29 de mar. de 2022

Há 32 anos as crianças de Chernobyl chegavam a Cuba #CubaEsSolidaria


Havana, 29 de março (ACN) Nesta terça-feira, a chegada a Cuba das primeiras crianças vítimas do acidente nuclear de Chernobyl, que ocorreu há 32 anos foi descrita hoje pelo Primeiro Ministro cubano Manuel Marrero Cruz como uma grande demonstração de solidariedade.

Em sua conta oficial no Twitter, Marrero Cruz lembrou que naquele dia, em 1990, as crianças foram recebidas pelo Comandante-em-Chefe Fidel Castro Ruz.

Ele também relembrou que, entre 1990 e 2016, mais de 26.000 pessoas afetadas foram atendidas no país.

"Há 32 anos, as primeiras crianças vítimas do acidente nuclear de #Chernobyl foram recebidas por #FidelCastro, uma grande demonstração de solidariedade de nosso país, onde mais de 26.000 pessoas afetadas foram tratadas entre 1990 e 2016.#CubaEsSolidaria", ele postou.

                                      


No balneário de Tarará, as crianças vítimas da radiação na Ucrânia, Rússia e Bielorússia foram tratadas.

Por mais de 19 anos, Cuba desenvolveu um programa abrangente de atendimento às vítimas do desastre nuclear, sendo o único país a organizar um programa de saúde abrangente, massivo e gratuito para o atendimento das crianças afetadas pelo acidente de Chernobyl.

http://www.acn.cu/mundo/92504-recuerdan-llegada-de-los-ninos-de-chernobil-a-cuba-hace-32-anos

Tradução: Carmen Diniz/ Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba 


Mais com vídeo: https://solidariedadecubarj.blogspot.com/2020/10/as-criancas-de-chernobyl.html

                    


18 de fev. de 2022

E QUANDO O BLOQUEIO ACABAR ? EM UMA FRASE, UMA LIÇÃO. #SolidaridadVsBloqueo

                                    

Carmen Diniz

        Sempre que que se comenta sobre o fim do bloqueio que os EUA impõem a Cuba há mais de sessenta anos é inevitável a sensação de quanto isso será  positivo. E logo se pensa: "Imagina Cuba sem o bloqueio, a gente vai ter uma Suíça, uma Dinamarca aqui pertinho" - e é lógico que para o império esse seria um exemplo ameaçador.  Por isso insistem em manter esse criminoso bloqueio que tanto prejudica o povo cubano. E qual é a razão de existir do bloqueio mesmo?.....ah, sim, não há uma motivação que eles possam argumentar, claro. 

       Nas jornadas em Washington que um grupo de ativistas da solidariedade a Cuba organiza, se realizam audiências  com os parlamentares estadunidenses no Congresso para reivindicar e questionar o bloqueio. Lá eles repetem  : "Ah,  o problema é o regime de governo cubano que é uma ditadura" Inevitavelmente  um dos nossos (em geral um latino-americano) retruca: "Ok, se vocês continuam insistindo, vamos por hipótese aceitar que isso seja verdade. Mas neste caso, meu país teve ditadura e vocês nunca nos bloquearam". Pano rápido.  Contra fatos não há argumentos.

     O fato é que há um grande desejo coletivo em muitos países para a derrocada do bloqueio imposto a Cuba.  A nossa solidariedade é o que temos para oferecer e os cubanos sempre nos agradecem efusivamente, mas na verdade é  pouco o que podemos fazer em comparação com o que Cuba faz pelos pobres deste mundo. 

     Uma rápida análise facilmente comprova esta afirmação: as brigadas médicas espalhadas pelo mundo, o método de alfabetização Sim, Eu Posso aplicado em tantos países,  a quantidade de jovens pobres de vários países graduados gratuitamente em Cuba,  a Operação Milagros que devolveu a visão a tantas pessoas, as 26.000 crianças vítimas do acidente de Chernobyl e mais 53 brasileiros vítimas do Césio 135 recebidos para tratamento em Cuba, a Brigada Henry  Reeve especialmente divulgada neste período da pandemia mas que já atuava bem antes em casos de desastres naturais, enfim, algum outro país oferece algo parecido? Melhor ainda: algum país RICO oferece isso ?

        Cuba é um país pobre, pequeno, bloqueado, uma ilha que não possui riquezas naturais e que mesmo assim mantém um índice de desenvolvimento humano (IDH) comparável aos dos países ricos. Ninguém passa fome, não há população em situação de rua, não há desnutrição infantil, toda criança tem escola, todos tem saúde gratuita, os serviços são subsidiados. Então que milagre é esse? Segundo o atual presidente Diaz-Canel não é milagre. É socialismo.

                                      

      É então o paraíso na terra? Claro que não, até porque não há nenhum paraíso na terra. Talvez em outro lugar exista, conforme seja cada crença, mas neste planeta, não há. Cuba tem problemas como qualquer outro país que seja povoado por seres humanos. Mas ela tem mais um problema e bem árduo: um bloqueio que não permite que seus cidadãos vivam de forma normal, com acesso a todos os produtos que necessita. Daí se vê o problema do abastecimento, da dificuldade com a moeda internacional em suas transações, com a compra de medicamentos, aparelhagem hospitalar e tudo que não seja produzido por eles mesmos. Difícil, não é? Por isso tiveram que inventar suas próprias vacinas. Não, não é nada fácil.

      Daí vem aquele argumento de que "o socialismo não deu certo". É mesmo? E o capitalismo, então, deu ? Percebe-se especialmente em nossas grandes cidades. Mas e se o socialismo pudesse viver em condições normais ? Por exemplo, sem um bloqueio, com uma vida normal, transações comerciais internacionais como qualquer outro país e onde o ser humano fosse o centro de todas as preocupações? Como seria então? Podemos tentar, senhores imperialistas. E aí veremos onde está o problema, mas em igualdade de condições.

     Bom, seria como no primeiro parágrafo deste texto, uma nova "Finlândia ou Suíça tropical" ?  Mas será que é isso que o povo cubano pensa?   Aí, cabe aqui uma autocrítica : realmente é impressionante como não nos damos conta de quanto da ideologia capitalista acaba por nos impor um parâmetro que não é o nosso. E aí percebemos que não somos realmente imunes como se pensa.

      Explico: uma declaração do cantor e compositor cubano Silvio Rodriguez impressiona e aqui está para reflexão porque é um pouco da síntese do pensamento cubano que nada tem a ver com coisas materiais :


"Cuba sem bloqueio seria um país ainda mais generoso e solidário, ou seja, um terrível perigo para o egoísmo universal"


   Revolucionária esta conclusão.  Sempre o internacionalismo e a solidariedade permeando a sociedade cubana. Fruto de uma Revolução que tanto fez e faz por seu povo com saúde, educação, cultura e ciência.  Mais uma vez agradeço ao povo cubano pelas lições que dá ao mundo e, confesso minha autocrítica, uma vez que só pensei no "enriquecimento" de Cuba, crescimento de seu IDH. Isso também seria/será muito bom, mas o mais importante seria o que Silvio Rodriguez declara. 
       Por outro lado, seguimos com nossa campanha pelo fim do bloqueio a Cuba. Até porque a solidariedade não se pode bloquear ! E se o bloqueio continua, a solidariedade também.
   
   #CubaVive                           #EliminaElBloqueo 
                                         

   

11 de jan. de 2022

EM SÃO PEDRO DA SERRA, A REVOLUÇÃO CUBANA E A SOLIDARIEDADE #CubaVive



     Na última semana, entre os dias 6 e 9 de janeiro (quinta a domingo) os grupos Lumière- loucos por cinema , o Espaço ECOARTE e o Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba realizaram um ciclo de cinema cubano na cidade de São Pedro da Serra - Rio de Janeiro em comemoração aos 63 anos da Revolução cubana 


     Seguindo todos os cuidados recomendados, com máscaras, álcool em gel e distanciamento, o local que é aberto, teve a entrada limitada em número de pessoas para assistir os filmes, debater sobre Cuba e brindar a esta Revolução que resiste apesar de todos os percalços enfrentados. 
A programação com as sinopses, aqui :    https://lumiereloucosporcinema.blogspot.com/2021/12/sessao-ecoarte-aniversario-da-revolucao.html

Local de exibição

Cena de "Minha Primeira Tarefa"

     No último dia (domingo) foi exibido pela primeira vez no Brasil com legendas em português , um filme recém lançado sobre Silvio Rodriguez e sua contribuição como alfabetizador na Campanha Cubana de 1961 aos 14 anos. Um testemunho muito humilde e importante desse grande cantautor com lindas imagens da época. 
                   

     Além dos filmes projetados nos jardins do Espaço ECOARTE foram feitos debates sobre Cuba, sorteios de alguns 'regalos'  trazidos de Cuba e como gran finale ,um brinde com típica bebida cubana (mojitos)  e confraternização entre os presentes em uma saudação a Cuba ! 
                                 
Brindes com mojitos

     Este é o terceiro ano em que os três grupos se reúnem em janeiro em homenagem ao triunfo da Revolução cubana e mesmo com a chuva que caiu sobre a região neste período, e apesar da pandemia, a atividade foi mantida e seguirá acontecendo no próximo ano.

 Sacha, uma criança de Chernobyl
Buena Vista Social Clube
                            
       

       










      
     Aos companheiros Joaquim  (Lumière) e Zelma  (Ecoarte) o compromisso do Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba de manter essa atividade e outras mais para seguir mostrando a realidade cubana com credibilidade e muito afeto, sempre !
                     

     

30 de jun. de 2021

A VOTAÇÃO NA ONU E O BLOQUEIO CONTRA CUBA: O MUNDO DISSE NÃO. ENTÃO ACABOU O BLOQUEIO ?

   Por Carmen Diniz*

      Na última quarta-feira (23/06) o mundo mais uma vez declarou em alto e bom som na Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) :  NÃO AO BLOQUEIO A CUBA.  Pela 29º vez, desde 1992, a quase unanimidade do países membros das Nações Unidas votou pelo fim do bloqueio que os EUA impõem a Cuba há seis décadas. A Organizaçao das Nações Unidas (ONU) conta com 193 países e se 184 países votam a favor de uma Resolução apresentada por um país, somente dois votam contra e três se abstém,  isso teoricamente significa que o bloqueio foi eliminado, certo? Infelizmente não é assim que funciona a AGNU. Embora devesse ser.

     O fato é que o resultado de uma  votação na AGNU tem caráter de recomendação, sem obrigatoriedade, não há previsão de sanção pelo seu não cumprimento. O governo dos EUA ignora solenemente a vontade de 97% dos países, se isola e não cumpre o que o mundo condena.  Não se trata do poder de veto que possuem no Conselho de Segurança (não há essa figura na AG) que impediria o cumprimento, mas também  é fato que a posição dos EUA conta e muito. Basta que se imagine os papéis invertidos e qual seria o resultado.   Por esse e outros motivos muitos países discutem a ‘refundação’ da ONU nesta atual configuração mundial da geopolítica e qual sua importância – e de que democracia se trata em seu âmbito.

                      

        Desde 1992 os países condenam o bloqueio e este ano quando o  atual presidente Biden prometera reverter as medidas desumanas que Trump havia imposto a Cuba, os EUA  pronunciam um voto extremamente hipócrita e mentiroso com a clara finalidade de manter o bloqueio ao povo cubano. Em 2016 pela primeira vez EUA se absteve . Biden era vice de Obama na ocasião e não houve nenhum voto contra Cuba então. Neste ano de 2021 ficou assim :

      A favor do bloqueio, como sempre, EUA e Israel (seu aliado no Oriente Médio). Nenhuma novidade, são os únicos que votam dessa forma desde 1994.  Em sua quase unanimidade, 184 países condenaram o bloqueio e foram 3 abstenções : Colômbia, Ucrânia e Brasil.** :

      O governo da  Colômbia causou decepção pelo fato de Cuba ter sediado e incentivado representantes do governo colombiano e oposição  em um acordo de paz sustentado por 4 anos em Havana ( http://www.ihu.unisinos.br/185-noticias/noticias-2016/559309-governo-da-colombia-e-farc-fecham-historico-acordo-de-paz-em-havana).

     O governo da Ucrânia demonstrou seu desdém por uma das maiores demonstrações de solidariedade que o mundo já testemunhou : o apoio do governo de Cuba ao tratamento às Crianças de Chernobyl vítimas do desastre na usina nuclear ucraniana (https://solidariedadecubarj.blogspot.com/2020/10/as-criancas-de-chernobyl.html ).

     O governo do Brasil que em 2019 votou contra Cuba em uma atitude totalmente contrária a todas as suas votações, à sua tradição, à tradição de nossas relações diplomáticas e contra sua própria Constituição, desta vez se absteve. Decepciona esse voto também vergonhoso em “retribuição” ao Programa Mais Médicos que tantas vidas salvou nos rincões do país comprovando o pouco caso pelas vidas brasileiras (https://www.brasildefato.com.br/2020/10/04/medicos-cubanos-recebem-apoio-do-grupo-de-puebla-por-atuacao-no-brasil).

     


       De se ressaltar que os referidos votos são dos governos e não de seus respectivos povos e para nossa sorte, povo e governo cubanos sabem muito bem que os povos não estão ali representados. O povo colombiano opositor ao governo colombiano que mata diariamente, as mães das crianças de  Chernobyl, o povo brasilerio que foi atendido pelos cubanos – e os que não foram também se votassem o fariam pelo fim do bloqueio.

    Então, para que serve a AGNU ? Serve para caminharmos para frente, para não desistir, para mostrar ao mundo que estamos do lado certo, para poder agradecer a Cuba por tanta solidariedade , e, acima de tudo, para pressionar e isolar o império. Mais cedo ou mais tarde este desumano bloqueio cairá. E VENCEREMOS !!!! Cuba não está sozinha ! 


 

*Integrante do Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba

  **Houve um erro no placar da votação da ONU que inseriu como abstenção os Emirados Árabes Unidos . Na verdade a abstenção foi do Brasil.


19 de fev. de 2021

MAIS DE DUZENTAS INDICAÇÕES DA BRIGADA MÉDICA CUBANA HENRY REEVE AO PRÊMIO NOBEL DA PAZ DE 2021 - painel geral


  Neste dia 31 de janeiro, prazo para as candidaturas, terminou a segunda etapa importante da campanha internacional para a atribuição do Prémio Nobel ao Contingente “Henry Reeve”. Com emoção, vimos desde setembro de 2020, dezenas e dezenas de parlamentares, personalidades políticas, acadêmicas e artísticas formalizarem oficialmente perante o Comitê de Oslo, a demanda de centenas de milhares de pessoas que clamam em todos os cantos do planeta que

«Ninguém merece o Prêmio Nobel da Paz mais do que as Brigadas Médicas Cubanas! »


Uma campanha que se espalhou rapidamente pelo globo

Quase um ano atrás, a pandemia SARS-COV-2 espalhou-se em poucas semanas por vários continentes até o coração da Europa, causando milhares de mortes. Os países que conhecem a experiência das brigadas cubanas em epidemiologia pediram ajuda a Cuba. A Itália, então no centro da pandemia, a conselho da associação Itália-Cuba, fez o mesmo. Foi assim que os países ocidentais descobriram em seus meios de comunicação as Brigadas Médicas Henry Reeve de Cuba.

    O aparato midiático dos Estados Unidos desencadeou então uma campanha de mentiras, pretendendo insinuar, ao mesmo tempo, que esses profissionais de saúde são escravos, que são incompetentes, que nada mais são do que propaganda política e ameaçando os países que pedem ajuda a Cuba solicitando apoio das brigadas.

    A iniciativa do Prêmio Nobel é uma contraofensiva a esta campanha.

  Em nota divulgada em 27 de abril, a associação Cuba Linda condenou mais uma vez o bloqueio e solicitou o Prêmio Nobel da Paz para a Brigada Henry Reeve. Depois de sua publicação pela Prensa Latina, a ideia se espalhou como um tsunami, razão pela qual esta distinção simbólica se justifica.

   Cuba Linda e Francia Cuba contataram então o deputado François Michel Lambert, presidente do grupo de amizade França-Cuba na assembleia nacional, que concordou em transmitir o pedido oficial a Oslo, e fez um apelo.

 “Nós, amigos de Cuba no mundo, solicitamos a entrega do Prêmio Nobel da Paz às brigadas médicas cubanas Henry Reeve. Para tal, decidimos estabelecer uma plataforma para informar, convocar, associar e ampliar esta iniciativa e apelamos a todos os que desejem associar-se e juntar-se a nós. »

     Em poucas semanas o apelo tornou-se um clamor imenso dos povos do mundo, especialmente daqueles que foram afetados por desastres naturais e que conhecem esses médicos cubanos que salvam vidas em todo o mundo há muito tempo, realizando o belo projeto de Fidel Castro ao anunciar em 2003 que Cuba enviaria "médicos e não bombas".

    Em três meses, nossa plataforma reuniu milhares de amigos de Cuba, centenas de personalidades e organizações políticas, sociais e culturais de mais de 40 países, incluindo mais de 20 coordenações nacionais e regionais da Europa, Rússia, Líbano, Quebec e América. Latina. Da mesma forma outras plataformas também foram criadas nos Estados Unidos, América Latina, Bélgica e em outros lugares. Como tínhamos desejado, dada a magnitude da campanha, Graciela Ramírez criou uma coordenação internacional em 14 de junho de 2020.

   Desde então, 3.900 médicos e técnicos de saúde das brigadas cubanas Henry Reeve deixaram a ilha para prestar assistência em mais de 39 países contra a pandemia de Covid 19.



Centenas de personalidades propõem ao Comitê Nobel da Paz a candidatura do Contingente Médico Henry Reeve de Cuba


    Em 1º de setembro de 2020, teve início a segunda etapa importante da campanha, a apresentação oficial de candidaturas ou indicações ao Comitê do Nobel em Oslo. Lembramos que apenas algumas personalidades estão habilitadas para isso: membros de governos, parlamentares, estudantes universitários e ex-ganhadores do Prêmio Nobel.

    Em 22 de setembro, o Conselho Mundial da Paz enviou sua proposta de indicação de Atenas, Grécia. Em 12 de outubro de 2020, François Michel Lambert, presidente do grupo parlamentar de amizade França Cuba, enviou oficialmente o pedido ao Comitê do Nobel em seu nome e em nome de nossa plataforma internacional de organizações sociais, políticas, culturais, humanitárias e personalidades de mais mais de 30 países em todas as regiões do mundo, representando centenas de milhares de pessoas.

    Desde então, houve belas e impressionantes ondas de indicações até o prazo final de 31 de janeiro. É difícil listar todos porque são tantos e pensamos que pode haver quem ainda desconhecemos. É difícil listar todos, são tão numerosos, e acreditamos que ainda existam mais do que aqueles que chegaram ao nosso conhecimento. Portanto, pedimos indulgência daqueles de quem não falamos.

   São mais de 200 candidaturas de pelo menos 35 países dos cinco continentes, que foram recebidas e aprovadas pelo Comitê do Nobel, algumas das quais representam várias personalidades credenciadas.

   Na Europa, mais de uma centena de indicações foram propostas por personalidades de 14 países. Saudamos, entre outros, a Espanha e a Alemanha com pelo menos 12 nomeações cada, a Bélgica com 23 e a Grã-Bretanha com 43 nomeações de personalidades tão diversas como estudantes universitários, parlamentares trabalhistas e representantes da Câmara dos Lordes, mas também da Irlanda, Eslováquia, França, Holanda, Dinamarca, Itália, Sérvia e Chipre.

   Na Rússia, 9 acadêmicos nomearam as Brigadas Médicas Cubanas para o Prêmio Nobel e também o primeiro vice-presidente de relações internacionais da Duma.

   No continente americano, tivemos conhecimento de 65 indicações de 15 países, algumas, como as da Colômbia, representam 23 parlamentares. Da mesma forma, nos Estados Unidos, 7 indicações representam cerca de 200 professores das principais universidades, Harvard, Yale, etc ... Pelo menos 22 indicações vieram do Uruguai, 13 do Canadá, 10 de Honduras, 3 do Chile e outras do Equador , Peru, Argentina. Brasil, Venezuela, Panamá, Costa Rica, São Vicente e Granadinas.

    Reiteramos que os dados reais são, sem dúvida, superiores. Cabe destacar também que os grupos nacionais do Movimento Internacional da REDH, Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade, que já haviam aderido à campanha com apelo próprio em 2 de junho de 2020, nomearam as brigadas cubanas Henry Reeve de Cuba de vários países, da América Latina (Uruguai, Argentina) e Europa (Itália).

  Na África, foram apresentadas pelo menos cinco nomeações de quatro países, incluindo o Governo da África do Sul, o Parlamento da Guiné-Bissau e os parlamentares de Benin e Uganda.

    Finalmente, o contingente de Henry Reeve de Cuba foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz por 12 personalidades australianas e 4 do Japão.

   Certamente, devemos agradecer a todas essas personalidades humanistas e amantes da justiça, que agradeceram com seu gesto o trabalho admirável e internacionalista desses médicos cubanos que partem para longe de casa e arriscam suas próprias vidas para salvar outras, mesmo em lugares de difícil acesso. Porque, como disse o parlamentar francês François Michel Lambert em sua carta ao Comitê do Nobel:

«Com o trabalho altruísta e humanista das« Brigadas Médicas Henry Reeve », é reconhecido o direito à saúde de todos, o direito à paz baseada na solidariedade e cooperação entre os povos e nações, independentemente das diferenças dos sistemas políticos e respeitando as culturas e tradições »

   Mas também devemos saudar o extraordinário trabalho realizado desde o lançamento da convocação  pelas organizações do movimento de solidariedade com Cuba, para ampliar a campanha, informar, criar vídeos, solicitar personalidades e organizar eventos virtuais em meio à pandemia. Por fim, devemos agradecer a Graciela Ramírez e à Coordenação do Prêmio Nobel da Paz, que auxiliam os grupos e criam ferramentas para esta campanha.



E agora:


Manter a pressão para o Prêmio Nobel:

      Faltam oito meses para que o Comitê Nobel norueguês se pronuncie e sabemos que os inimigos de Cuba vão redobrar as tentativas de desacreditar as brigadas para evitá-lo. Por isso, vamos continuar e ampliar a campanha para que o mundo inteiro conheça o trabalho altruísta e humanista das Brigadas Médicas Cubanas.

     O grupo do Facebook:   Prix Nobel de la paix pour les brigades médicales cubaines  (https://www.facebook.com/groups/2613328735439981)   continua a ser uma ferramenta importante para todos, para a troca de informações sobre as brigadas. Até hoje, reúne mais de 4.500 integrantes, publica cerca de 200 matérias por mês sobre as brigadas, o que gera em média 6.000 reações.

    É verdade, como diz Miguel Díaz-Canel, que "os povos há muito atribuem o Nobel às brigadas", mas devemos pressionar o Comitê Nobel a atribuir-lhes este prémio simbólico, o que seria uma bela vitória contra a falsa propaganda do Império ...

   Usar e ampliar a mobilização para tornar visíveis as outras conquistas da Revolução Cubana

   Isabel de la Cruz, professora de Valência (Espanha) que indicou os  médicos cubanos, afirma:

“O Prêmio Nobel da Paz seria apenas a parte visível do iceberg do grande reconhecimento que a humanidade deve a Cuba”


   A campanha pela entrega do Prêmio Nobel ao Contingente Henry Reeve desencadeou um tremendo impulso no movimento de solidariedade e gerou verdadeiras sinergias entre organizações e grupos internacionais. Devemos continuar a intercambiar e coordenar nossas atividades.

- Reagir sistematicamente a qualquer ataque da mídia ou outra manobra dos Estados Unidos contra Cuba.

- Visibilizar as grandes conquistas de Cuba que a mídia ocidental vergonhosamente esconde do mundo. Na ilha, claro, educação e saúde gratuitas, verdadeira democracia do povo e para o povo, o nível científico de Cuba, as quatro vacinas, etc ... Mas também a obra internacionalista e generosa da Revolução Cubana: o atendimento médico às crianças de Chernobyl, a operação Milagro que salvou a visão de milhões de pessoas, o método de alfabetização Yo,Si Puedo * , etc ...


Vencer a guerra midiática para acabar com o bloqueio.


    Por último, é necessário intensificar a luta contra o bloqueio criminoso imposto a Cuba pelo "vizinho do Norte", como o chamou Martí, para refletir sobre as formas de ação para instar, entre outras coisas, nossos governos a cooperar com Cuba e denunciar o bloqueio e sua extraterritorialidade perante as Nações Unidas e a OMS.

      Diante das medidas criminosas impostas pelos Estados Unidos, Cuba e seu povo não só resistem com coragem e dignidade, mas a ilha mostra que um mundo melhor é possível e que só a solidariedade pode salvar os povos e o planeta das pandemias e outros flagelos.


Lutar por Cuba é lutar por um mundo melhor para todos.

Viva a solidariedade entre os povos!

Viva Cuba!

Equipe da associação Cuba Linda



NT * no Brasil Sim, Eu Posso

Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba 

https://www.losamigosdecuba.com/mas-de-doscientas-nominaciones-formalizan-el-llamamiento-para-el-premio-nobel-de-la-paz-2021-al-contingente-medico-internacional-henry-reeve-de-cuba/

12 de out. de 2020

AS CRIANÇAS DE CHERNOBYL


A atenção gratuita à saúde que Cuba presenteia a outros povos não é novidade e é um dos princípios da Revolução Cubana, a solidariedade internacionalista. 
Portanto, também não é uma novidade a campanha mundial ao Prêmio Nobel da Paz para a brigada médica cubana, nem ela acontece em função da pandemia que o mundo enfrenta com a Covid-19.  Tampouco essa solidariedade surge com a criação do Contingente Internacionalista de Médicos Especializados no Enfrentamento de Desastres e Graves Epidemias Henry Reeve  (Brigada Henry Reeve) criada em 2005 pelo Comandante Fidel Castro. Ela é anterior.

       Dentre os fatos mais marcantes dessa solidariedade internacional um desafio que Cuba aceitou e cumpriu foi marcante: o  caso de  uma tragédia explorada recentemente em uma TV a cabo  no filme "O tradutor" assim como uma mini série  (Chernobyl) que conta parte da história do maior desastre nuclear da história da humanidade. 

     Em 26 de abril de 1986 um reator da Usina Nuclear de Chernobyl explodiu, contaminando com radiação uma área de 130 Km2 com 7 milhões de habitantes soviéticos (território que abrangia parte da Ucrânia, da Rússia e da Bielorússia). 
       Em 1989 (3 anos depois) a Ucrânia pediu ajuda internacional para as crianças vítimas da tragédia. Cuba foi o único país que respondeu ao pedido e acolheu as crianças (isso faz lembrar o pedido da Itália na Covid neste ano de 2020....). De 1990 a 2011 o país recebeu e tratou mais de 25 mil "Crianças de Chernobyl" . O primeiro voo com 139 crianças com problemas onco-hematológicos chegou a Havana em 1990 sendo recebidas pelo próprio Fidel no aeroporto, veja aqui: 


https://www.youtube.com/watch?v=0NUteTIUisM&ab_channel=Nossa%C3%89poca


      Essas crianças foram levadas inicialmente para dois hospitais pediátricos em Havana e depois para um alojamento localizado na região praiana de  Tarará. A região havia sido urbanizada nos anos 1950 pela ditadura de Batista, com a construção de um resort para atender à burguesia cubana da época e turistas estadunidenses . Ali  foi o lugar indicado pelo governo cubano para instalar o alojamento, uma vez que as acomodações,  o mar, o sol e o clima favoreciam o tratamento das crianças. 
                                                           
                                                                     
                                            Veja mais: http://pt.granma.cu/cuba/2019-06-20/o-amor-de-cuba-abracou-chernobyl

Importante contextualizar que no período em que Cuba decide acolher as vítimas de Chernobyl é o mesmo do início do conhecido Período Especial, época da maior crise econômica enfrentada por Cuba pela queda do bloco socialista em 1989, véspera da dissolução da parceira União Soviética e pelo acirramento do bloqueio instaurado pelo governo estadunidense contra o país. 



     

      Apesar de todos esses reveses - que não eram poucos - Cuba sozinha tratou mais crianças de Chernobyl do que o resto de todos os países do mundo. Essa é a parte da história que os filmes, séries e mídia não contam. A parte que falta contar.

        Nas palavras da médica ucraniana Elena Topka  no alojamento de Tarará: " Nenhum país nos ajudou como Cuba."

     Aqui mais uma ressalva importante que diz respeito ao Brasil diretamente: em setembro de 1987 o Brasil protagonizou  o maior acidente radiológico de todos os tempos, o Pesadelo de Goiânia com o Césio 137.  Em 1992 Cuba recebeu e acolheu 53 vítimas afetadas pelo material radioativo para tratamento totalmente gratuito, assim como com as crianças de Chernobyl. 

 Mais informações: https://solidariedadecubarj.blogspot.com/2019/07/a-historia-esquecida-do-acidente-de.html  










        Aqui um trecho de um lindo texto do companheiro Fernando Mousinho sobre o assunto : 

               Uma solidariedade internacionalista, mas também uma demonstração de que, no socialismo, a vida humana não é mercadoria. Uma solidariedade por todos sentida, mas que, só o amor de mãe é capaz de sintetizá-la tão bem.

Portanto, a ‘Carta das Mães de Chernobil’ à Organização Mundial de Saúde, à Organização Panamericana de Saúde e à opinião pública internacional, é um testemunho da pujança da revolução cubana em todos os sentidos. Diz o texto na íntegra:

 “Cumprimos o sagrado dever de agradecer e reconhecer às crianças cubanas, seus pioneiros, ao Ministério e trabalhadores da saúde, ao pensador e arquiteto da saúde mundial, o presidente Fidel Castro, e ao seu povo, por serem capazes de transformar os sonhos em realidade, o sofrimento e o egoísmo humano em fraternal serviço para enfrentar, junto a outros povos do mundo, a crua realidade das catástrofes a que a humanidade periodicamente está submetida”.

       Tudo que Cuba faz pelo seu povo e por outros povos não faz para ganhar nada a não ser o sentimento de seguir o princípio da solidariedade internacionalista da Revolução Cubana, do dever cumprido com a humanidade. como comprovam as  palavras do Cônsul Sérgio Lopez na época: 

“Fidel me disse: Não quero que você vá à imprensa ou que a imprensa vá ao consulado. Este é um dever elementar que estamos fazendo com o povo soviético, com uma cidade irmã. Nós não estamos fazendo isso por publicidade”.

         Por último, cumpre acrescentar um dado importante: Cuba faz tudo isso mesmo tendo grandes problemas econômicos e financeiros. É um país pequeno, pobre, com poucos recursos naturais e não bastasse essa realidade, outra mais criminosa se abate sobre a ilha: um bloqueio genocida, criminoso e cruel que os governos dos EUA insistem em impor ao povo cubano. Um bloqueio absolutamente irracional, sem motivação, sem finalidade a não ser a de tentar fazer com que os cubanos se dobrem, se submetam a seus desígnios e se voltem contra seu próprio governo e sistema social. Isso não vai ocorrer, já está mais do que provado, mas a obsessão os faz continuar asfixiando toda uma população.  Por isso mesmo a solidariedade internacional a Cuba reitera a cada momento:

O bloqueio continua ? A solidariedade também. 

#NoMasBloqueo     #BastaDeBloqueio   #SeguimosJuntos!! 


Participe da Campanha pelo Prêmio Nobel da Paz à Brigada Cubana

www.cubanobel.org/assine_a_peticao


Grupo cubano de crianças e jovens Abrakadabra em mensagem de amor, paz e humanidade no Dia das Crianças: