5 de jun. de 2023

Cuba. 42 anos depois de uma das agressões mais bárbaras contra Cuba: quem são os verdadeiros terroristas?

                                             

Eduardo Arocena, terrorista que introduziu a dengue hemorrágica
em Cuba matando 101 crianças 

Raúl Antonio Capote 

       Em 1984, diante de um júri norte-americano, Eduardo Arocena, líder do grupo terrorista Ômega 7, admitiu ter participado de uma operação para introduzir germes na ilha como parte de uma operação bioterrorista.

     "A missão do grupo liderado por mim era obter certos germes e introduzi-los em Cuba", declarou ele perante o Tribunal Federal da cidade de Nova York.

    Durante o julgamento, o terrorista Arocena confessou que a febre hemorrágica da dengue foi introduzida por meio de grupos de origem cubana baseados em Miami.

     A organização de ações terroristas usando meios biológicos tornou-se parte do arsenal de guerra suja da CIA contra o povo cubano já em 1959.

    O Washington Post informou em 1979 que a CIA tinha um programa contra a agricultura cubana e que agentes haviam sido fabricados para esse fim desde 1962.

     Entre outras doenças introduzidas no país, podemos mencionar: a broca do café, que destruiu as plantações de café, o Thrips Palmi, lançado de um avião para devastar as plantações, especialmente de batatas, e matar de fome os cubanos, o ácaro do arroz, a doença de Newcastle, que causou uma alta taxa de mortalidade de mais de 80% da população de aves, a peste suína africana, a ferrugem da cana-de-açúcar etc.

    No verão de 1981, surgiu uma epidemia de dengue hemorrágica, uma variante grave da doença localizada no sudeste da Ásia, mas Cuba foi o primeiro país do hemisfério ocidental a sofrer com essa doença.

     Foi a primeira vez que a medicina cubana enfrentou essa epidemia, desconhecida no país e em todo o hemisfério. Tivemos 344.203 casos, 10.000 deles considerados casos graves de febre hemorrágica, a doença custou a vida de 158 pessoas, 101 delas crianças, e somente o intenso trabalho e a preparação de nossos médicos permitiram que os danos não fossem maiores.

                                           

    Coincidentemente, em 1975, cientistas estadunidenses estavam estudando a existência de anticorpos contra a dengue na população cubana.

    É importante saber que os laboratórios norte-americanos de guerra biológica foram os únicos a obter uma variedade do mosquito Aedes Aegypti capaz de transmitir o vírus 2, conforme relatado pelo coronel Phillis Rossell no XIV Congresso Internacional do Oceano Pacífico, realizado em 1979, dois anos antes da epidemia em Cuba.

    Mas não só a CIA introduziu o vírus no país, como também demonstraram nossos virologistas, mas a Casa Branca negou a Cuba a possibilidade de adquirir o Abate, um produto essencial para combater o agente transmissor da doença; os equipamentos de fumigação tiveram que ser comprados no Japão.

   Também negaram o acesso ao conhecimento científico que possuíam para enfrentar a doença, fazendo uso das leis do bloqueio, o bloqueio que os inimigos da Revolução afirmam maliciosamente que não existe.

 Como podemos chamar a ação de negar ajuda a Cuba em um momento em que milhares de crianças estavam morrendo?

Quarenta e dois anos depois dessa agressão bárbara, agora que Washington insiste em manter a Maior das Antilhas na lista de países que patrocinam o terrorismo, é bom lembrar quem são os verdadeiros terroristas.


https://www.resumenlatinoamericano.org/2023/05/31/cuba-a-42-anos-de-una-de-las-mas-barbaras-agresiones-contra-cuba-quienes-son-los-verdaderos-terroristas
Tradução: Carmen Diniz
                
                               

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